
Uma das maiores varejistas do país voltou ao centro das atenções do mercado. Não pelo motivo que se imagina. Em dois anos, a companhia cortou 75% da dívida líquida e passou a gerar centenas de milhões de reais em caixa livre por trimestre. Ainda assim, segue dando prejuízo. O detalhe que passa despercebido e que é o mais importante: O problema dessa empresa nunca foi vender, era a estrutura de capital. A operação funcionava, o que sufocava o resultado era o peso da dívida.
Por anos, essa Cia carregou passivos caros que consumiam o caixa antes mesmo de ele chegar à última linha do balanço. A virada não veio de um produto novo nem de uma campanha mirabolante de vendas. Veio de algo bem menos glamouroso: Reorganizar o passivo. Alongar prazos, substituir dívida cara por dívida barata (mapeamento das oportunidades financeiras do mercado), renegociar o custo de captação linha por linha. O resultado é uma economia projetada na casa das centenas de milhões por ano. Existe uma ordem preferencial. Primeiro se arruma a estrutura de capital (cozinha, rsrs), depois se cresce. Quem inverte essa sequência cresce em cima de um problema e o problema cresce junto.
O empresário do middle market brasileiro vive exatamente essa armadilha, só que com muito menos margem de erro. A diferença é de recursos: A gigante do varejo tem acesso a mercado de capitais, bancos de investimento e um time inteiro dedicado a estruturar dívida. A empresa média não tem e, na maioria das vezes, só percebe o tamanho do problema quando a despesa financeira já devorou a margem. O sintoma é sempre o mesmo e fácil de reconhecer: A empresa fatura, cresce, opera bem, mas o lucro simplesmente não aparece.
Se esse é o seu caso: Receita saudável, operação rodando, mas o resultado sumindo entre o Ebitda e a última linha do balanço, é bem provável que o problema não esteja na sua operação. Esteja na sua estrutura de capital. E essa é uma das poucas coisas em finanças que tem solução: Alongamento de passivo, renegociação de dívida, reorganização da estrutura de capital. É exatamente sobre isso que conversamos com empresários todos os dias. Se faz sentido para a sua empresa, vamos conversar.
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